Garcia, Sandra Regina de Oliveira (UEL)
A autora caracteriza o texto em quatro momentos. No primeiro momento, Garcia expõe seu conhecimento sobre os primeiros passos da formação profissional no Brasil, onde fica marcado, de início, o estigma da servidão (índios e escravos como aprendizes de ofícios); passando por períodos como o da descoberta do Ouro, em Minas Gerais (destinado apenas aos brancos); dos Arsenais de Marinha no Brasil (destinados a todos aqueles que estivessem em condições de produzir algum trabalho profissional); da abertura dos portos ao comércio estrangeiro (cria-se o colégio de fábrica para atender a educação dos artistas e aprendizes vindos de Portugal); da fundação do Império (destinando o ensino de ofícios aos humildes, pobres e desvalidos); do projeto da comissão de Instrução que organizava o ensino público pela primeira vez no Brasil (divisão em quatro graus distintos, com o ensino de ofícios incluído na 3ª série das escolas primárias e depois nos Liceus no estudo de Desenho, necessário às Artes e ofícios); do ato adicional, ocorrendo a descentralização do ensino (o ensino primário e secundário sob a competência das Províncias); do Decreto nº. 1331-A, de 01 de fevereiro de 1854, reformando a instrução primária e secundária (criação da Casa do Asilo para os menores abandonados); da Proclamação da República (cabendo aos Estados, criar e controlar o ensino primário e profissional, dando oportunidade de estudos a sociedade). No segundo momento, a autora fala sobre a República e os novos desafios, onde vários setores da sociedade começam a demonstrar vontade de estabelecer no Brasil ensinos para o preparo dos trabalhadores na atividade industrial (necessitava-se de muita mão-de-obra pelo grande e crescente número de indústrias). Era nítida nessa época, que a educação era especificamente voltada para o trabalho escravo. No governo de Nilo Peçanha, o ensino profissional brasileiro foi impulsionando, ainda que de maneira insuficiente, para atender as necessidades da sociedade e, com a Primeira Guerra Mundial, o Brasil passou a se desenvolver em relação à educação profissional, com uma aceleração no aumento de escolas profissionais. Esse rápido desenvolvimento, como coloca Garcia, trouxe inovações como: a Lei nº. 3454, de 06 de janeiro de 1918; o Decreto nº. 13064/18; a criação de cursos noturnos de aperfeiçoamento e nomeação de professores e diretores através de concurso de títulos e provas práticas. A desvinculação ocorrida entre a formação profissional (voltada para o treinamento e adestramento baseados no artesanato e manufaturas) e educação também foi muito forte nesse período, pois, com o surgimento das leis orgânicas do ensino, em 1942, o ensino profissional (com exceção das escolas federais) não tinha nenhuma regulamentação. Em conseqüência, cria-se o SENAI, com o intuito de organizar e administrar as escolas de aprendizagem industrial em todo o Brasil. No terceiro momento, Garcia enfatiza sobre a concepção de formação profissional do governo dos empresários, no qual formação, qualificação e requalificação profissional, são expressões usuais e importantes do vocabulário das pessoas. Para a autora, é colocada para a formação profissional, a responsabilidade de solucionar os problemas sociais do país, sendo o mais grave, o desemprego estrutural. Fala também da LDB na educação profissional, com polêmicas pertinentes sobre o tema, seja pela diversidade de iniciativas apresentadas e, consequentemente, pela diversidade de interesses que envolviam esta temática, fazendo referência ao fracasso da Lei nº. 5692 referente à profissionalização e buscando tentativas de transformar a escola, não em mero instrumento de preparação de mão-de-obra, como querem os empresários. No quarto e último momento, a autora entra na formação profissional, buscando na Educação Científico-Tecnológica, uma formação escolar unitária (através da Cultura profissional) para os trabalhadores, entendendo ser possível, no sentido lato (escolarização) e estrito (treinamento da mão-de-obra necessária à execução de tarefas simples nos vários setores produtivos), a construção de uma proposta dos trabalhadores. Garcia apresenta algumas contradições e imposições sobre a educação profissional no Brasil recorrendo a alguns autores como: Celso Suckow Fonseca, Antônio Gramsci, Acácia Z. Kuenzer, Lúcia M. W. Neves, Otaíza O. Romanelli e Dermeval Saviani.
A autora caracteriza o texto em quatro momentos. No primeiro momento, Garcia expõe seu conhecimento sobre os primeiros passos da formação profissional no Brasil, onde fica marcado, de início, o estigma da servidão (índios e escravos como aprendizes de ofícios); passando por períodos como o da descoberta do Ouro, em Minas Gerais (destinado apenas aos brancos); dos Arsenais de Marinha no Brasil (destinados a todos aqueles que estivessem em condições de produzir algum trabalho profissional); da abertura dos portos ao comércio estrangeiro (cria-se o colégio de fábrica para atender a educação dos artistas e aprendizes vindos de Portugal); da fundação do Império (destinando o ensino de ofícios aos humildes, pobres e desvalidos); do projeto da comissão de Instrução que organizava o ensino público pela primeira vez no Brasil (divisão em quatro graus distintos, com o ensino de ofícios incluído na 3ª série das escolas primárias e depois nos Liceus no estudo de Desenho, necessário às Artes e ofícios); do ato adicional, ocorrendo a descentralização do ensino (o ensino primário e secundário sob a competência das Províncias); do Decreto nº. 1331-A, de 01 de fevereiro de 1854, reformando a instrução primária e secundária (criação da Casa do Asilo para os menores abandonados); da Proclamação da República (cabendo aos Estados, criar e controlar o ensino primário e profissional, dando oportunidade de estudos a sociedade). No segundo momento, a autora fala sobre a República e os novos desafios, onde vários setores da sociedade começam a demonstrar vontade de estabelecer no Brasil ensinos para o preparo dos trabalhadores na atividade industrial (necessitava-se de muita mão-de-obra pelo grande e crescente número de indústrias). Era nítida nessa época, que a educação era especificamente voltada para o trabalho escravo. No governo de Nilo Peçanha, o ensino profissional brasileiro foi impulsionando, ainda que de maneira insuficiente, para atender as necessidades da sociedade e, com a Primeira Guerra Mundial, o Brasil passou a se desenvolver em relação à educação profissional, com uma aceleração no aumento de escolas profissionais. Esse rápido desenvolvimento, como coloca Garcia, trouxe inovações como: a Lei nº. 3454, de 06 de janeiro de 1918; o Decreto nº. 13064/18; a criação de cursos noturnos de aperfeiçoamento e nomeação de professores e diretores através de concurso de títulos e provas práticas. A desvinculação ocorrida entre a formação profissional (voltada para o treinamento e adestramento baseados no artesanato e manufaturas) e educação também foi muito forte nesse período, pois, com o surgimento das leis orgânicas do ensino, em 1942, o ensino profissional (com exceção das escolas federais) não tinha nenhuma regulamentação. Em conseqüência, cria-se o SENAI, com o intuito de organizar e administrar as escolas de aprendizagem industrial em todo o Brasil. No terceiro momento, Garcia enfatiza sobre a concepção de formação profissional do governo dos empresários, no qual formação, qualificação e requalificação profissional, são expressões usuais e importantes do vocabulário das pessoas. Para a autora, é colocada para a formação profissional, a responsabilidade de solucionar os problemas sociais do país, sendo o mais grave, o desemprego estrutural. Fala também da LDB na educação profissional, com polêmicas pertinentes sobre o tema, seja pela diversidade de iniciativas apresentadas e, consequentemente, pela diversidade de interesses que envolviam esta temática, fazendo referência ao fracasso da Lei nº. 5692 referente à profissionalização e buscando tentativas de transformar a escola, não em mero instrumento de preparação de mão-de-obra, como querem os empresários. No quarto e último momento, a autora entra na formação profissional, buscando na Educação Científico-Tecnológica, uma formação escolar unitária (através da Cultura profissional) para os trabalhadores, entendendo ser possível, no sentido lato (escolarização) e estrito (treinamento da mão-de-obra necessária à execução de tarefas simples nos vários setores produtivos), a construção de uma proposta dos trabalhadores. Garcia apresenta algumas contradições e imposições sobre a educação profissional no Brasil recorrendo a alguns autores como: Celso Suckow Fonseca, Antônio Gramsci, Acácia Z. Kuenzer, Lúcia M. W. Neves, Otaíza O. Romanelli e Dermeval Saviani.
Caro colega,muito obrigada pela sua contribuição por meio de seu conhecimento bastante objetivo e conciso.Muito sucesso!!BJS!
ResponderExcluirCarla,Belém -Pa