sexta-feira, 6 de março de 2009

REFLEXÃO DO ARTIGO 05:O ENSINO MÉDIO AGORA É PARA A VIDA: ENTRE O PRETENDIDO, O DITO E O FEITO

Acácia Zeneida Kuenzer

A autora coloca em sua obra propostas para desvendar o caráter da ideologia que afirma ser o Novo Ensino Médio, para a vida, substituindo o modelo que era para o trabalho. Em um panorama de integração educacional geral e profissional em uma mesma rede, Kuenzer contrariando o velho discurso, mostra uma nova proposta educacional atendendo aos interesses dos incluídos, na perspectiva das demandas da flexível acumulação, apresentando o interesse de uma classe como interesse universal. Para isso, é apresentada pela autora, uma proposta “única” sendo igual para todos de maneira democrática, permitindo a todos o acesso a todas as áreas do conhecimento, mostrando assim, a possibilidade de a Escola Pública, minimizar os grandes efeitos das desigualdades decorrentes da precariedade cultural do país em face das diferentes classes sociais. Recorrendo a autores como: Chistophe Dejours; Antônio Gramsci; D. A. Harvey; F. A. Engels; K. Marx e Juan Tedesco, Kuenzer faz um passeio no tempo, falando sobre unitariedade x dualidade: o direito à diferença sem desigualdade; da construção da unitariedade como não sendo um problema pedagógico; da dualidade e elitização: a reedição do currículo secundarista como estratégia conservadora; da diferença e desigualdade: construindo a escola possível. A autora finaliza com a pergunta: o trabalho não é vida?, afirmando que, o Ensino Médio, tem que superar a concepção dual e conteudista que o tem caracterizado, promovendo significativas mediações entre a população jovem e o conhecimento científico, articulando saberes tácitos, experiências e atitudes.

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