sábado, 7 de março de 2009

MINHAS REFLEXÕES SOBRE O ARTIGO: A FORMAÇÃO PROFISSIONAL NO BRASIL

LUIZ ANTÔNIO KORITIAKE
Diretor da ETE Fernando Preste (Sorocaba - SP)
Professor da FAC (São Roque - SP)
Mestre em Educação

O autor comenta sobre a formação profissional no Brasil, apresentando um breve histórico sobre essa formação. Para Koritiake, foi somente após a independência do Brasil que o ensino profissionalizante deu seus primeiros passos, com projetos de Lei que visavam instituir o ensino de artes e ofícios no Império, estimulando políticos e literatos a colocarem na ordem do dia discussões sobre a necessidade de se ter o ensino profissionalizante. No entanto, como coloca o autor, a dualidade vivida no Império por muitos anos, só começa a tentar ser rompida com o Decreto nº. 7566, de 23 de dezembro de 1909, criando-se Escolas de Artífices e instituindo a rede federal de escolas industriais, objetivando atender à demanda industrial emergente da época. Vários foram os debates voltados para essa questão educacional, mas, somente apartir da Revolução de 1930, o ensino profissionalizante é visto com bom olhos (criação do Ministério da Educação e Saúde Pública por Francisco Campos), sendo efetivado ações objetivas do Estado para com a educação. Apartir de então, como enfatiza o autor, uma série de leis, decretos, pareceres e resoluções, com seus respectivos artigos, começam a ser implantados no país, para tentar solucionar o problema dos cursos profissionalizantes, que eram de maneira errônea, discriminados. Entra em ação as Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB nº. 4024/61; nº. 5540/68; nº.5692/71 e a mais recente - LDBN n º. 9394/96), todas marcadas por polêmicas, avanços e retrocessos no âmbito educacional profissional brasileiro. Recorrendo a autores como: Maria Elizabete Xavier; Helena Gemignani Peterosi; Otaíza de Oliveira Romanelli; Lúcia Regina de Sousa Machado; Luíz Antônio Cunha; Jair Militão da Silva; Paulo Nathanael souza e Dermeval Saviani, o autor caracteriza algumas das Escolas Técnicas de Ensino do país como: ETE professor Edson Galvão; ETE Dona Sebastiana; ETE Rubens de Faria; ETE Fernando Prestes; ETE Martinho de Ciero e ETE Elias Nechar, mencionando suas origens, cursos que foram mantidos e o perfil de sua clientela atual, revelando o papel de cada no contexto educacional do estado de São Paulo. Koritiake finaliza seu artigo, com comentários sobre a educação que deve ser boa e de qualidade. Para isso ocorrer, deve ser pensada toda a estrutura educacional profissional brasileira, pois educação de qualidade não é fruto de um resultado diretto da legislação, mas de políticas e de lutas para que aconteça um salto qualitativo na educação.

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